Sempre faço vídeos de algumas músicas em todos os shows que vou. A depender de condições técnicas como bateria e espaço do celular, mas em geral isso é válido.
Descobri porquê agora quando fui começar a fazer esse texto. A desculpa anterior sempre foi 'mostrar pra quem perdeu', mas acabo de descobrir: a verdade é egoísta. Faço isso pra relembrar. E revendo os vídeos penso 'como eu queria voltar àquela noite'. (Aliás, quase todos eventos do MOSH! eu tenho essa sensação.)
Descobri porquê agora quando fui começar a fazer esse texto. A desculpa anterior sempre foi 'mostrar pra quem perdeu', mas acabo de descobrir: a verdade é egoísta. Faço isso pra relembrar. E revendo os vídeos penso 'como eu queria voltar àquela noite'. (Aliás, quase todos eventos do MOSH! eu tenho essa sensação.)
Circuito Soma #5
Contrariando as expectativas, a noite começou com show da banda Os Descordantes(AC) e não com a prata da casa, a banda Kali. Expectativas porque, costumeiramente as bandas locais é que abrem pras de fora. Não é regra, nem o mais certo ou mais errado, mas é o mais comum. Um dos organizadores justificou a ordem de entrada das bandas com "Hoje a Kali é a anfitriã".
A banda passou o último ano em São Paulo trabalhando em novos projetos e esteve em Porto Velho este mês apresentando o single 'Bastará'. (Já falei sobre ele aqui)
A banda passou o último ano em São Paulo trabalhando em novos projetos e esteve em Porto Velho este mês apresentando o single 'Bastará'. (Já falei sobre ele aqui)
O Acre foi representado por Diego Torres, voz e guitarra, George Naylor, bateria, Saulo Melo, baixo, e Heriko Rocha, novo tecladista d'Os Descordantes. Um show sensacional - como todos que já vi até aqui - apresentando em Porto Velho o disco "Espera a Chuva Passar". (Não sem antes um probleminha com o teclado, que logo foi resolvido.)
Abriram com a música 'Três dias', primeira faixa do cd e primeira a ser tocada em todos os shows que vi; quebrando a sequência do cd a música seguinte foi 'Hombridade'. Ponto alto do show foi em 'Enquanto eu puder'. Aliás, ôh musiquinha que mexe com as pessoas. A mulherada chora, os homens esquecem da dureza que - alguns - se exigem. Todos ficam à flor da pele e sentimentais pra caramba. Serve pra todos os relacionamentos que já tive, e certeza que pro de muita gente por aí também. Acho que isso explica a forte comoção.
Quando a música começou apareceu gente de tudo que era canto pra aglomerar na frente do palco. Nem tinha reparado que tinha tanta gente ali no Pioneiros. Foi uma gritaria danada, um bocado de gente se esgoelando pro palco, como quem diz pra banda "eu estarei do seu lado".
Sai Descordantes e entra Daniel Groove. Opa, sai nada. A exemplo da noite anterior, em Rio Branco, o presidente dividiu palco com a banda acreana, que gentilmente ajudou a embalar os passos do cearense dançante.
Groove anunciou logo de cara: "A primeira vez que vim aqui a gente se conheceu, hoje a gente vai fazer amor". Acredito que ninguém discorda. Tanta gente cantando junto, aquilo mexeu com as emoções de quem estava ali assistindo. Aposto que mexeu com as dele também. Até a música nova 'Jardim Suspenso' já era cantarolada pelos fãs.
Prestou homenagem à aniversariante, Regina Morão, que ficou agradecidíssima com a dedicatória de Novo Brega. Na mesma linha empolgante o presidente cantou Se você pensa de um outro rei, o Roberto Carlos.
Lá pelas tantas Groove ficou sozinho no palco. Anunciou que tocaria uma música completamente inédita, composta há poucos dias e "triste pra caralho". Mas ouvi-la foi mérito para poucos. Só quem estava ali na frente e prestando atenção pôde entender a letra; voz e violão contra o burburinho da casa, mesmo após o gentil pedido de silêncio, a conversa atrapalhou um pouco. Pelo que entendi, a música era realmente triste pra caralho. Falava sobre o fim de um relacionamento.
"Tá fazendo falta, só você...
Conheço o meu caminho
Sabe que o meu destino passa pelo seu"
'Nada', outra música triste pra caralho, composta em parceria com Diogo Soares, do Los Porongas (AC), foi cantada em uníssono. Groove não escondeu a satisfação e deixou o pessoal cantar boa parte do tempo.
Junto com todos que já estavam no palco Thiago Maziero, da Kali, deu uma mãozinha no violão em algumas músicas. Ele usava uma camisa preta, nada que se compare à extravagante bata verde que escolheu para abrilhantar o show da Kali que começaria logo depois.
Vídeos dessa noite:
https://www.youtube.com/watch?v=i0LnUcZt0KE
https://www.youtube.com/watch?v=g4ofeJ_7qlQ

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