terça-feira, 28 de abril de 2015

O Rappa

- Show bom evento ruim

Alguns diziam que nem teria show. O anúncio veio não se sabe de onde, mas um evento no facebook foi o que anunciou que O Rappa estaria em Porto Velho.

A comunicação e a divulgação no mínimo fraca, foram só alguns dos itens que fizeram do evento um tanto quanto estranho.
Começou na entrada. Tantos panfletos de quantas festas possam existir nos próximos dias. O que eu ia fazer com tudo aquilo? Não levo nem carteira pra não ter que ficar carregando vou, por acaso, ficar carregando papel? Duvido um pouco do retorno que esse tipo de publicidade tem. 

Duvido também que os organizadores da festa tenham o mínimo de conhecimento do cenário musical local. Escolheram pra abertura do show uma banda que há tempos não se via em nenhum lugar. A banda Nitro estava tocando quando cheguei. Nunca a tinha visto tocando, não gostei quando vi. Certo é que a banda teve grande renome no passado, e também que não foi bem recebida pelo público de modo geral. Pelo menos foi o que ouvi.
Mas o baterista me pareceu bom.
Ainda assim senti falta de uma SexyTape, uma Versalle.. Pô, tantas bandas boas na cidade pra abrir um show desses.. 

Quando a Nitro acabou, ninguém subiu ao palco. Não houve música ao vivo por mais de uma hora. Já era cerca de 2h quando o Rappa subiu ao palco. Sob uma salva de vaias, mas subiram. Ninguém aguentava mais esperar. 
[ Ouvi dizer que na noite anterior a banda fez um show em Rio Branco e de lá vieram pra Porto Velho de ônibus. O que deve ter deixado todo mundo meio puto e cansado. Talvez o show tenha atrasado por isso. Talvez não.]

Beleza. Início de show. Abre-se as cortinas. 
Mas ué, cadê todo mundo?
(Reparei que tava todo mundo olhando pro palco através da tela do celular. Mas esse é um outro assunto...)

No palco um baterista e um DJ.
Nunca vi uma bateria fazer um solo tão longo. Nem tão bom. (não em nenhum show assim, ao vivinho).
Foi bem legal, mas acho que era um jeito de ganhar tempo, pra conter o pessoal que já tava ficando meio nervoso.

Falcão entrou no palco com o resto da banda que faltava e fizeram um show que tirou o sono de quem não aguentava mais a música mela cueca que tava antecedendo a banda. 
Os efeitos visuais ficaram bem interessantes também. Antes parecia só um pano pendurado, depois uma reprodução começou a ser feita e deixou tudo mais bacana. 
Eu, e várias pessoas que comentaram comigo, sentiram falta de interação do vocalista da banda com o público. Eles tocaram por muito tempo, mas tive a impressão que foram poucas músicas. Não tenho recordação de uma dúzia de músicas tocadas. E quando achei que o show já estava terminando, e que minha música preferida não seria tocada, lá veio Reza Vela. Foi sensacional. Fecharam o show com uma música do Charlie Brown Jr (?) Não sei porquê.

Como disse no subtítulo: Show bom, evento ruim.

Ah! Não posso terminar sem elogiar o espaço onde o evento foi realizado. Houve uma reforma e tudo foi modificado, há muito mais espaço aproveitado. Mas me incomodou não poder circular entre as áreas. Tentei ir p'rum lugar descoberto e não pude. E se eu tivesse claustrofobia?

Outro ponto positivo: A cerveja não acabou, nem ficou pouca, e nem quente. 
Pelo visto isso os organizadores pesquisaram bem. Aqui em Porto Velho a gente bebe muito mesmo.


Fato curioso: Um rapaz ao meu lado tinha dentro dos ouvidos um pedaço de algodão. Me perguntei: Dor de ouvido? Veio só acompanhar a namorada, mas na verdade gosta dos pagode, ou colocou no pré show e esqueceu de tirar?

Fiz um registro que tá aqui ó: 
https://www.youtube.com/watch?v=tpWJWJ8sAys

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