sábado, 25 de abril de 2015

Sinto que é esse o nosso tempo

- Banda Kali em Porto Velho



Depois de um ano em São Paulo Kali Tourinho e seus kalhordas voltaram à Porto Velho com o intuito de apresentar a música nova 'Bastará'.

Durante esse período a banda passou por grandes processos de mudança, inclusive no nome. 
Há boatos que quem sugeriu que Kali e os Kalhordas se tornasse só Kali foi Diogo Soares, vocalista do Los Porongas, banda do Acre que também está em São Paulo fortalecendo carreria. Na história que roda "Kali" tem mais impacto. E até um certo espaço pra interpretações diversas, não?

A música nova também mostra um certo amadurecimento. A banda sempre falou da vida com otimismo, mas em Bastará  isso aparece de uma maneira quase que visual. Dá pra ver Kali e Thiago sofrendo na selva de pedras e crescendo com o sol. Mas a música trata de aceitação "Sinto que é esse o nosso tempo".

Na, tão esperada, apresentação Teatro 1 lotado! Gente em pé, sentada, nas escadas, no corredor.. 
Antes do show Kali disse que estava nervosa demais, passou pelas pessoas e carinhosamente falou com todos, depois se retirou. Já no palco, claro nervosismo. Nada que comprometesse, mas comparando o inicio e o final do show, a energia era outra!

Talvez do inicio pro fim tenha dado tempo dela sentir o palco direito. Como sempre faz, assim que subiu já tirou o sapato e ficou descalça.

Começaram com, talvez o maior sucesso da banda, Decisão. Mas com um arranjo diferente. Emendou com Querido Pai música que Kali compôs pro aniversário do pai. 
E vieram outras canções novas e antigas, mas nenhuma com a mesma cara. "A gente enjoa de tocar a música sempre do mesmo jeito, daí a gente fica inventado". disse no palco enquanto justificava a mudança nos arranjos. Reinventaram também uma música do Ben Jor e convidaram ao palco amigos que deixaram o show ainda mais especial. 
Banda Kali e Criston Lucas. Foto: Jaqueline Fonseca

Criston Lucas, vocalista da Versalle, foi o primeiro. Juntos interpretaram O Canto de Ossanha, de Vinicius de Moraes. Me surpreendi com o moço cantando Vinicius. Na sequência, Poeta Amadio com um vozerão que combinava com a imponência da poeta. Kali musicou um poema dela e ficou brilhante. Kali cantou e tocou violão, Poeta Amadio recitou, e as duas emanaram amor. Ambas lindas e com pés descalços.
[Na avaliação de Kali ela não se saiu bem na viola não. "Gente, juro que toco melhor que isso". Uma menina  na plateia gritou 'Queria eu tocar mal assim' Acho que todos concordaram.]

Binho seria o terceiro convidado, mas não esteve presente. Thiago se apropriou das tecnologias pra mandar um áudio pra ele. Mas não sem antes passar vergonha. O celular travou na hora H. TJ foi salvo pelo tecladista, Jefferson que emprestou seu celular e lá se foi o áudio: umas trezentas pessoas gritando "SALVE BIIINHO". 

Grandes sucessos do primeiro disco da banda como "...e a primavera chega" e "eu quero é mais" ficaram de fora. O que quebrou algumas expectativas, pelo menos as minhas. 
Os novos arranjos das músicas antigas mostraram uma Kali mais 'balançante'

Fora isso, ficou claro que esse um ano juntos em confinamento na grande São Paulo fez muito bem pra banda. 

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