Foi sob um fraquíssimo chuvisco que o primeiro Festival da Amazônia Ocidental começou.
SexyTape, RO, tocou o acorde inicial do festival que deve colocar o Acre na rota e na cena musical novamente.
O estacionamento da Faculdade homônima foi o espaço utilizado para virar palco e parque de diversões do FAAO.
A organização conseguiu vencer dois dos grandes obstáculos na elaboração de um evento no norte do país: A falta de apoio (discurso já batido, porém honesto) e a distância. Das 7 bandas que tocaram quatro eram de outros estados (além dos Porongas, que são do Acre, mas atualmente moram em SP).
Com a saída do trio que compõe a SexyTape, Camundogs subiu ao palco enquanto o público ainda era reduzido. A terceira banda foi Os Descordantes.
Num breve show tocaram algumas músicas do cd "Espera a chuva passar". Começaram com 'Três Dias', música que abre o cd. Na sequência Diego Torres, voz e guitarra da banda, convidou Bruno Souto para cantar 'Hoje de manhã'. Tive a impressão que a própria banda se surpreendeu quando Bruno não apareceu no começo da música. Mas depois do refrão ele surgiu. Exatamente na parte que lhe cabe da música. A banda tocou ainda 'Amigo Amarelo', e 'Enquanto Eu Puder' (melhor música da banda de acordo com a moça que estava ao meu lado assistindo o show).
Mal saiu do palco após cantar com Os Descordantes, e Bruno Souto voltou com as músicas do cd Estado de Nuvem, lançado em 2014. Vi o show da roda gigante, observando as moças se desmantelarem com a doçura do pernambucano. Daniel Groove e Saulo Duarte deram pinta no show de Bruno.
Vez do Presidente. Daniel Groove fez um belíssimo show com muito gingado, braços abertos e um olhar que não consigo limitar num adjetivo. Com todo o brega e romance que lhe é característico, dividiu o palco com Saulo Duarte, que cantou algumas músicas sozinho. Pra mim momento especial em "Quem será que gosta mais".Foi emocionante.
Mesmo após o show Groove voltou ao palco para cantar 'Nada' com Diogo Soares. Los Porongas estava de volta ao Acre, num festival que - segundo a organização - deve se repetir anualmente em Rio Branco, e, pra comemorar tão grande feito, cantaram algumas músicas novas, e depois chamaram todos os amigos pro 'Longo Passeio'. Me lembrei daquele antigo programa "Amigos". Os microfones foram divididos, os instrumentos revezados e quem não tocava ficava bagunçando no palco.
Grande momento para Rodolfo Bártolo, baterista da Sexy Tape, que assumiu a bateria. Quando terminou seu trabalho levantou-se e pareceu explodir.
Todas as bandas do festival participaram desse momento "amigos" durante o show dos Porongas, com exceção da Vanguart, provavelmente estavam se preparando para o grande show. Que começou em seguida.
Apresentaram o último cd "Muito mais que amor". Pra quem já tinha visto a banda num palco o destaque foi Fernanda Kostchak, a violinista recém chegada à banda. A moça rodopiava com o violino compondo um lindo balé com o restante da banda que, por sua vez, também dançou e vibrou. Mas quem vibrou mesmo foi o público. Alguns viajaram longos quilômetros - inclusive eu -, pra ver a banda mato-grossense.
Deixaram pro final do show a primeira música de sucesso da banda "Semáforo" e mais uma vez o palco ficou cheio. Todos os músicos reunidos novamente cantando que todos os amigos querem morrer.
Fotos: Mosh! Photography
Mesmo após o show Groove voltou ao palco para cantar 'Nada' com Diogo Soares. Los Porongas estava de volta ao Acre, num festival que - segundo a organização - deve se repetir anualmente em Rio Branco, e, pra comemorar tão grande feito, cantaram algumas músicas novas, e depois chamaram todos os amigos pro 'Longo Passeio'. Me lembrei daquele antigo programa "Amigos". Os microfones foram divididos, os instrumentos revezados e quem não tocava ficava bagunçando no palco. Deixaram pro final do show a primeira música de sucesso da banda "Semáforo" e mais uma vez o palco ficou cheio. Todos os músicos reunidos novamente cantando que todos os amigos querem morrer.


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