terça-feira, 9 de dezembro de 2014

SOMA



Foi com certo atraso que o começou o SOMA numa noite de domingo no Grego Pub.

O circuito de músicas autorais, organizador pelos membros do Lo-Fi, veio para mostrar o trabalho das bandas locais que se empenham para compor.

A SexyTape, a exemplo da FAAO, foi a primeira banda da primeira noite da primeira edição de um festival.  Começaram com “You Can See Me” e deram sequência a show.  Caio Neiva, voz ST,  teve uma de suas – já frequentes – epifanias entre-músicas, e desejou pessoas mais quentes, mais amor e menos gente superficial. Mais a frente começaram o grande sucesso da ST. “Superficial – Cega amor” mostrou uma banda completamente alinhada e harmonizada. Rodolfinho, bateria ST, disse que é óbvio que a música que mais cuidam, já que é a música de trabalho da banda.

Como sempre, Mikeias Belfort, baixo ST, estava lá radicalizando. Sendo o róquinrou que ele quer ser, e parecia que o palco ia ficar pequeno pra tanta cabeça balançando e cabeleira esvoaçante.

A Par de Sais depois de um longo verão longe dos palcos voltou a tocar. Começaram o show com as músicas autorais da banda e lançaram uma música nova. Ponto de Fuga.  “Quem é engenheiro vai saber o que é” justificou Felipe Ferreira, voz PS, mas me parece que não precisava da graduação pra entender a letra.

Como não podia faltar, se lembraram um pouquinho das épocas de tributo aos Hermanos e tocaram o Último Romance.
O show deste domingo foi apenas o primeiro do circuito que já tem mais três noites marcadas.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Lançamento single SexyTape "É cega amor" Porto Velho, RO


Rock em Porto Velho:

Banda SexyTape lança Single 


O primeiro single da banda SexyTape foi lançado neste domingo, 23, em Porto Velho.
Diego Torres, vocalista da banda acreana Os Descordantes, fez o pré-show apresentando de forma intimista as músicas do disco Espera a chuva passar, lançado em 2014.


Com a presença de fãs e amigos a banda tocou durante uma hora e, entre as músicas autorais tocou "Superficial", carinhosamente apelidada de "cega amor".

A canção é de autoria de Caio Neiva e de acordo com ele, fala das rasas relações que as pessoas costumam ter, além "daquele tipo óbvio de menina, que se preocupa apenas com aparência e é totalmente superficial". Pra expressar esse sentimento a banda usa o regionalismo "cega", palavra que faz referência à mentiras.

A SexyTape

SexyTape é uma banda tipicamente rondoniense, mas vive o cenário urbano de Porto Velho.
Passando longe da tríplice amazônia/rio madeira / tambaqui

Nasceu em novembro de 2012 quando três amigos se juntaram pra fazer rock. Caio Neiva, voz e guitta, Mikeias Belfort, baixo, e Rodolfo Bártolo, bateria.

Já em fevereiro 2013 lançaram o primeiro EP "Nu e Cru". 

De lá pra cá já fizeram diversos shows em Porto Velho. Tocaram no festival Casarão e no Canoa. Já tocaram também em Ariquemes e no Acre abriram a primeira edição do Festival da Amazônia Ocidental.






I Festival da Amazônia Ocidental - Rio Branco, Acre.


Foi sob um fraquíssimo chuvisco que o primeiro Festival da Amazônia Ocidental começou.
SexyTape, RO, tocou o acorde inicial do festival que deve colocar o Acre na rota e na cena musical novamente.

O estacionamento da Faculdade homônima foi o espaço utilizado para virar palco e parque de diversões do FAAO.
A organização conseguiu vencer dois dos grandes obstáculos na elaboração de um evento no norte do país: A falta de apoio (discurso já batido, porém honesto) e a distância. Das 7 bandas que tocaram quatro eram de outros estados (além dos Porongas, que são do Acre, mas atualmente moram em SP).

Com a saída do trio que compõe a SexyTape, Camundogs subiu ao palco enquanto o público ainda era reduzido. A terceira banda foi Os Descordantes. 

Num breve show tocaram algumas músicas do cd "Espera a chuva passar". Começaram com 'Três Dias', música que abre o cd. Na sequência Diego Torres, voz e guitarra da banda, convidou Bruno Souto para cantar 'Hoje de manhã'. Tive a impressão que a própria banda se surpreendeu quando Bruno não apareceu no começo da música. Mas depois do refrão ele surgiu. Exatamente na parte que lhe cabe da música. A banda tocou ainda 'Amigo Amarelo', e 'Enquanto Eu Puder' (melhor música da banda de acordo com a moça que estava ao meu lado assistindo o show).

Mal saiu do palco após cantar com Os Descordantes, e Bruno Souto voltou com as músicas do cd Estado de Nuvem, lançado em 2014. Vi o show da roda gigante, observando as moças se desmantelarem com a doçura do pernambucano. Daniel Groove e Saulo Duarte deram pinta no show de Bruno. 

Vez do Presidente. Daniel Groove fez um belíssimo show com muito gingado, braços abertos e um olhar que não consigo limitar num adjetivo. Com todo o brega e romance que lhe é característico, dividiu o palco com Saulo Duarte, que cantou algumas músicas sozinho. Pra mim momento especial em "Quem será que gosta mais".Foi emocionante.

Mesmo após o show Groove voltou ao palco para cantar 'Nada' com Diogo Soares. Los Porongas estava de volta ao Acre, num festival que - segundo a organização - deve se repetir anualmente em Rio Branco, e, pra comemorar tão grande feito, cantaram algumas músicas novas, e depois chamaram todos os amigos pro 'Longo Passeio'. Me lembrei daquele antigo programa "Amigos". Os microfones foram divididos, os instrumentos revezados e quem não tocava ficava bagunçando no palco. 

Grande momento para Rodolfo Bártolo, baterista da Sexy Tape, que assumiu a bateria. Quando terminou seu trabalho levantou-se e pareceu explodir.
Todas as bandas do festival participaram desse momento "amigos" durante o show dos Porongas, com exceção da Vanguart, provavelmente estavam se preparando para o grande show. Que começou em seguida.

Apresentaram o último cd "Muito mais que amor". Pra quem já tinha visto a banda num palco o destaque foi Fernanda Kostchak, a violinista recém chegada à banda. A moça rodopiava com o violino compondo um lindo balé com o restante da banda que, por sua vez, também dançou e vibrou. Mas quem vibrou mesmo foi o público. Alguns viajaram longos quilômetros - inclusive eu -, pra ver a banda mato-grossense.
Deixaram pro final do show a primeira música de sucesso da banda "Semáforo" e mais uma vez o palco ficou cheio. Todos os músicos reunidos novamente cantando que todos os amigos querem morrer.


Saldo mais que positivo pro festival, pros shows, pras bandas escolhidas, pro rolê na montanha russa e pra tudo mais que coube dentro do estacionamento da FAAO. - Inclusive a tenda de música eletrônica que não foi mencionada acima.


Fotos: Mosh! Photography



domingo, 29 de junho de 2014

Dois Coelhos, 2012. Filme de Afonso Poyart.

Roubo, explosão, fuga, plano mirabolante, tiroteio no meio da metrópole.. Parece um desses grandes filmes de ação gringo. Mas é um filme brasileiro, narrado em primeira pessoa por Edgar, interpretado por Fernando Alves Pinto. (E aliás, que narração!)

Edgar, é um playboy genial e habilidoso com bombas, muito tempo vago. Apaixonado por uma moça e com uma imagem meio embaçada de justiça. Mas, sobretudo, convicto de seu magnífico plano. (Que, convenhamos, só deu, efetivamente, certo, com um empurrãozinho do destino. Este que, sim, tem real noção de justiça e de um jeito ou de outro a cumpre). Só um peão foi movido diferente do planejado, e por isso o desenho visto de cima ficou diferente. 

Sobre o filme:
Pra mim, é um dos melhores filmes brasileiros. E vamos à defesa:
Assisti hoje pela quarta ou quinta vez, e entre tantos detalhes, um novo se sobressai cada vez (como na maioria dos filmes). O que chama atenção neste é a perfeição do plano de Edgar. SURPREENDENTE. A cada nova cena um novo fato é mostrado, e muitas vezes o narrador protela algum detalhe para depois ele vir com mais força. Ás vezes, dar um nó na cabeça.

O filme usa muitas referências pops e uma trilha sonora que, eu pessoalmente, aprovo. Nunca vi Paciência caber tão bem em alguma cena como coube nas crises de pânico de Julia (Alessandra Negrini). Ela tenta fugir das crises sem remédio, e cantarola a canção, que na verdade não fala de calma, e sim de luta.

A narração tem um curioso e envolvente que vai e vem. Dá vontade de saber o que isso tem a ver com a aquilo, e como é que vai chegar lá.. A meu ver, construído, como um filme deve ser. Além disso, foge bastante dos padrões brasileiros.
Observo em vários deles cenas longas, silenciosas, e algum tipo de cunho social.. Neste as personagens estão envolvidas em pura corrupção do começo ao fim e até essa teia é traçada com muita, muita riqueza de detalhes.


Li que foi o primeiro filme de Afonso Poyart, que também é dono do roteiro. Inaugurou muito bem! Tanto que foi indicado à vários prêmios nacionais e internacionais. 

Críticas do filme:Ometele ; Adoro Cinema

Trailler
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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Estorvo, o livro, de Chico Buarque de Hollanda


   A história começa com uma visita inesperada, e é toda narrada em primeira pessoa por um sujeito sem nome - assim como todos os outros personagens. Chico opta por trata-los fazendo referência à características como "magro de camisa quadriculada", isso ajuda a construir uma imagem mental das pessoas que entram na história.


   A Narrativa é traçada com muita subjetividade, e a todo momento parece querer dizer mais do que realmente está escrito.
      Por vezes o que é real se confunde com os devaneios do narrador, que se perde nos próprios pensamentos contando com riqueza e detalhes situações que, na verdade, não aconteceram.

     De modo geral, entre a irmã, o sítio da família e a ex mulher, fica claro que o narrador não cabe em nenhum desses lugares. Talvez por isso o nome do livro.

Ao sair de sua casa, no inicio da história, incomodado por alguém que nunca foi revelado quem seria, ele começa a busca um abrigo, um local que lhe sirva para proteção, mas a história - e provavelmente a vida - acabam antes que ele encontre esse local.



P.S.: Prefiro Chico compondo musicalmente.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Egypcio em Porto Velho



Pela sexta vez Egypcio esteve em Porto Velho, agora sem os outros integrantes do Tihuana. A Proposta do show era fazer um show do Tihuana com uma banda local tendo apenas o vocalista como integrante 'original' da banda. 



A casa estava lotada. - E atrás de mim ouvi uma moça reclamar quando o espaço começou a apertar. (Desculpe, não posso fazer nada.) Mas também não fiquei feliz quando pisaram com um salto fino no meu pé.

Entre o repertório muitas músicas dos Raimundos, Charlie Brown Jr, também aquela mais famosa do Surto e algumas da Legião Urbana, mas do Tihuana, contadas à dedo não passaram de três ou quatro.
Ouvi uma amiga dizendo "Ele fez certo, sabia que nem todo mundo iria conhecer as músicas do Tihuana e resolveu cantar de outras bandas. Gostei!". 
Divago: Não sei não. Se eu saio da minha casa pra ver um show de uma banda são as músicas desta que espero assistir (ou que pelo menos boa parte do repertório seja da referida).

Mas tudo bem. As músicas de várias bandas bacanas, interpretadas por Egypcio, fizeram o público do Grego Pub pular. Daí até o moço esquecer parte das letras de quase todas as músicas é uma queda bem grande de qualidade. 

Pra diminuir os erros, Ageu Rios, vocalista da banda Fábrica Rock de Porto Velho, foi chamado ao palco. Outro erro. Além de errar letras de músicas famosas do Charlie Brown não soube a hora de parar de falar. 
Mas foi engraçado. 

Apenas as músicas da Legião estavam bem assimiladas. Provavelmente pelo trabalho que Egypcio vem desenvolvendo com parte dos integrantes do Charlie Brown Jr, em que a banda de Renato é homenageada. Em entrevista ao Amazônia em Revista Egypcio disse que a Legião foi a banda que o quis ter uma banda. 

Mas os deslizes não atrapalharam o show. 

Muita gente ali estava pela primeira vez vendo um show com aquelas músicas que marcaram a adolescência (inclusive eu). "Caramba, eu super ouvia na oitava série" Disse uma amiga minha, que hoje tem 22. Por outro lado, quando foi introduzir (salvo o engano) a terceira música do Tihuana no show - já pelas tantas da madrugada - Egypcio disse: "Essa nós lançamos há 14 anos" quando começou "Que vês" esses mesmos que há 14 anos eram só crianças, e os trintões ali presentes cantaram juntos "QUANDO A MENTIRA A-CA-BAA-AAR".

O show poderia ter sido menos cover, mas não deixou de ser bacana por isso. 
* Bacana é um adjetivo bom o suficiente para um show mal ensaiado.

* O pré show com tributo à Engenheiros do Hawaii, e pós show com tributo ao Barão não foram mencionados porque não assisti à nenhum deles.