Edgar, é um playboy genial e habilidoso com bombas, muito tempo vago. Apaixonado por uma moça e com uma imagem meio embaçada de justiça. Mas, sobretudo, convicto de seu magnífico plano. (Que, convenhamos, só deu, efetivamente, certo, com um empurrãozinho do destino. Este que, sim, tem real noção de justiça e de um jeito ou de outro a cumpre). Só um peão foi movido diferente do planejado, e por isso o desenho visto de cima ficou diferente. Sobre o filme:
Pra mim, é um dos melhores filmes brasileiros. E vamos à defesa:
Assisti hoje pela quarta ou quinta vez, e entre tantos detalhes, um novo se sobressai cada vez (como na maioria dos filmes). O que chama atenção neste é a perfeição do plano de Edgar. SURPREENDENTE. A cada nova cena um novo fato é mostrado, e muitas vezes o narrador protela algum detalhe para depois ele vir com mais força. Ás vezes, dar um nó na cabeça.
O filme usa muitas referências pops e uma trilha sonora que, eu pessoalmente, aprovo. Nunca vi Paciência caber tão bem em alguma cena como coube nas crises de pânico de Julia (Alessandra Negrini). Ela tenta fugir das crises sem remédio, e cantarola a canção, que na verdade não fala de calma, e sim de luta.
A narração tem um curioso e envolvente que vai e vem. Dá vontade de saber o que isso tem a ver com a aquilo, e como é que vai chegar lá.. A meu ver, construído, como um filme deve ser. Além disso, foge bastante dos padrões brasileiros.
Observo em vários deles cenas longas, silenciosas, e algum tipo de cunho social.. Neste as personagens estão envolvidas em pura corrupção do começo ao fim e até essa teia é traçada com muita, muita riqueza de detalhes.
Li que foi o primeiro filme de Afonso Poyart, que também é dono do roteiro. Inaugurou muito bem! Tanto que foi indicado à vários prêmios nacionais e internacionais.
Críticas do filme:Ometele ; Adoro Cinema
Trailler
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